segunda-feira, 29 de abril de 2013

OS 7 PECADOS CAPITAIS DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

          Quando lidamos com pessoas, nos deparamos com todo um emaranhado de complexidades inerentes ao ser humano, tão completo e perfeito, e ao mesmo tempo, tão fraco e suscetível à influência do ambiente e de outros seres humanos.
          A título ilustrativo, abordamos este tema em especial, porque trata da subjetividade que qualquer pessoa traz consigo, mas que compromete o alcance dos objetivos e gera prejuízos graves à difícil tarefa de avaliar pessoas.
          As propensões dos avaliadores podem comprometer toda a fidedignidade do processo. O lado emocional não deve interferir quando a objetividade e a imparcialidade guiam as ações. As tendências subjetivas dos avaliados, descritas pela simbologia dos 7 Pecados Capitais, devem ser evitadas quando buscamos a eficácia de qualquer processo de Avaliação de Desempenho.

PECADO PRIMEIRO: O PRECONCEITO
‘’A Avaliação de Desempenho não é um ajuste de contas, mas um momento de crescimento e de autodesenvolvimento, por isso, não deixe que seus preconceitos interfiram. As simpatias e antipatias envolvidas, criam parcialidades prejudiciais. Seja imparcial !
PECADO SEGUNDO: A PRECIPITAÇÃO
Não se deixe influenciar, nem envolver, pelas ações que aconteceram na última semana; considere toda uma série de habilidades, conhecimentos e atitudes que ocorreram no período que está sendo avaliado.
Você tem mais probabilidades de se fixar nas ações recentes, tanto positivas, como negativas. Não aja precipitadamente, consulte suas observações.
PECADO TERCEIRO: EM CIMA DO MURO
Este avaliador considera todo mundo como médio. Ninguém apresenta desempenho superior ou inferior, todos são mais ou menos regulares. Os motivos da Tendência Central são vários; pode ser que o próprio avaliador, que certamente está em cima do muro, não conheça , suficientemente seus avaliados , e tenha medo de super ou subvalorizá-los, ou ainda, não queira comprometer-se com os avaliados, com o processo e com a própria organização. Conheça seus subordinados, não fique em cima do muro, assuma seu papel de avaliador.
PECADO QUARTO: BOM E RUIM
O Efeito das Extremidades resulta em duas tendências nos avaliadores. O “Bonzinho” que superavalia o desempenho do grupo, considera todos excelentes; e o “Durão”, que subestima o desempenho do grupo, em outro extremo, considera todos como “um bando de incompetentes”. Não deixe que características tendenciosas de liderança interfiram no processo.
PECADO QUINTO: EFEITO DE HALO
Consiste em estender um conceito emitido num fator aos demais fatores que não apresentam relação significativa. Não se deixe levar pelo resultado de um fator, avalie os diferentes aspectos do desempenho, separadamente.
PECADO SEXTO: A ROTINA
Consiste em repassar sempre o mesmo conceito, rigidamente. O avaliador não reconhece mudanças que ocorreram no desempenho do avaliado, tanto positivas, como negativas, e repete o mesmo conceito em todas as avaliações, entra ano, sai ano. Seja flexível, observe e registre suas conclusões.
PECADO SÉTIMO: O HUMOR
É o bom e o mau humor interferindo na avaliação. O excesso de euforia e o mau humor profundo, no dia da Entrevista de Avaliação, comprometem todo o processo. Procure acautelar-se para que as instabilidades do seu humor não permeiem o processo de avaliação.

          As tendências apresentadas chamam a atenção para a importância do tema. O complexo processo de Avaliação de Desempenho, nos leva a uma profunda reflexão sobre a relevância das posturas requeridas, tanto pelo avaliador, como pelos avaliados.
          A tecnologia aplicada no instrumental é facilmente controlada e ajustada às características do cargo que está sendo avaliado; porém o preparo das pessoas, envolve mudanças de comportamento e aquisições de atitudes que adentram nas complexidades intrínsecas ao ser humano.
          A manutenção do Programa envolve constante feedback, que consta com reavaliações do processo e do instrumental, e com o contínuo treinamento e desenvolvimento dos envolvidos.
          Um programa de ADD terá sucesso, na medida em que, tanto a tecnologia do instrumental, como a conscientização, participação e comprometimento dos envolvidos, atingirem níveis de igual desenvolvimento e eficácia. Leia a matéria em seu contexto, através desse link

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